Verão pede coisa leve. Pede tempo desacelerado, dias mais longos e histórias que acompanham esse clima gostoso de férias, mesmo que você esteja só no sofá ou na rede da varanda. E poucas coisas combinam tanto com essa estação quanto um bom romance para ler sem pressa.
Seja na praia, na piscina, no quarto com ventilador ligado ou naquela viagem esperada o ano inteiro, o verão é o momento perfeito para mergulhar em livros que parecem filmes: tramas envolventes, personagens cativantes e aquele sentimento de que a leitura flui fácil, quase sozinha.
Não é à toa que o BookTok, o Instagram literário e as listas de mais lidos entram em ebulição nessa época. Histórias com amores intensos, reencontros, autodescobertas e cenários ensolarados dominam as estantes, e os corações.
Pensando nisso, reunimos livros que têm exatamente essa vibe de leitura de férias: leves, envolventes e impossíveis de largar. Se você gostou de Depois daquele verão e quer mais histórias para acompanhar a estação, essas sugestões têm tudo para virar sua próxima obsessão literária.
Prepare o marcador de páginas, o print para a lista de desejos e, claro, um espacinho na estante.

Por que esses dois livros combinam com o clima de verão?
Os dois romances giram em torno daquele sentimento clássico de “verão que muda tudo”: cenário de lago/cidade pequena, memórias intensas, e personagens que achavam que tinham controle do coração… até o destino fazer o que sabe fazer melhor.
Além disso, eles funcionam muito bem para quem gosta de:
- Histórias emocionais, mas com leitura fluida
- Romance com camadas (família, amadurecimento, reviravoltas)
- A vibe de “eu não planejei isso, mas aconteceu”
1) Até o fim do verão (Abby Jimenez) — Resumo + Plot
Resumo (sem spoilers)
Justin acredita que carrega uma “maldição”: toda ex-namorada dele encontra o amor da vida logo depois do término. Quando ele expõe isso num post e viraliza, uma desconhecida — Emma — diz sofrer do mesmo “efeito”.
Então os dois montam um plano: namorar por tempo limitado e terminar numa data marcada, como se “quebrassem” a sequência e abrissem caminho para o amor verdadeiro… só que a vida começa a apertar dos dois lados. E o relacionamento, que era para ser simples, vira abrigo emocional.
Plot (linha narrativa em etapas, com spoilers leves)
- A “maldição” vira pública
- Justin posta sobre o padrão estranho dos términos e vira assunto.
- Emma aparece como a “versão feminina” do mesmo fenômeno.
- O pacto: namoro com prazo de validade
- Eles decidem se envolver com data para acabar.
- A proposta é prática, quase matemática: “termina, e aí vem o amor da vida”.
- O cenário de verão entra como catalisador
- Emma está de passagem como enfermeira itinerante e vai parar em Minnesota.
- Ela e a melhor amiga alugam um chalé em uma ilha no lago, criando o “palco perfeito” para o romance acontecer.
- A vida real invade o “casinho”
- A mãe instável de Emma reaparece e bagunça o emocional dela.
- Justin, de repente, precisa assumir responsabilidades familiares enormes ao cuidar dos irmãos mais novos.
- O ponto de virada: o plano começa a falhar (porque eles mudam)
- Eles deixam de ser “par temporário” e viram porto seguro.
- O sentimento cresce, e o maior conflito passa a ser: como terminar algo que virou verdade?
Tropes / elementos que chamam atenção
- Namoro de mentirinha/por contrato (com prazo)
- Slow burn emocional (a conexão vai ficando séria)
- “Found family” (família como responsabilidade e afeto)
- Romance com peso de vida real, não só “fofura”
2) Depois daquele verão (Carley Fortune) — Resumo + Plot
Resumo (sem spoilers)
Persephone (Percy) construiu uma vida estável longe do lugar onde era mais feliz: os verões à beira do lago. Ela carrega um arrependimento antigo — o maior erro da vida dela — e por isso mantém as pessoas à distância.
Mas um telefonema a obriga a voltar para Barry’s Bay, para um momento delicado: o funeral da mãe de Sam Florek, seu melhor amigo e primeiro amor. Ao reencontrá-lo, Percy percebe que algumas conexões não diminuem com o tempo… elas só ficam mais perigosas.
Plot (linha narrativa em etapas, com spoilers leves)
- O retorno ao lugar que ela evitou
- Percy volta para Barry’s Bay, contrariando a vida “blindada” que montou.
- O reencontro com Sam (e com tudo o que ficou pendente)
- Sam representa o passado que ela tentou controlar e esquecer.
- O luto e o contexto do funeral deixam tudo mais sensível e íntimo.
- Conexão inevitável + culpa antiga
- A proximidade reacende sentimentos.
- Mas existe uma barreira emocional: o “erro” que separou os dois e o modo como Percy se puniu por anos.
- Confronto interno: amadurecer ou repetir padrões
- O romance vira um teste de crescimento: Percy precisa encarar escolhas passadas e aceitar vulnerabilidade.
- A pergunta central
- O amor deles pode ser maior do que o passado?
- E, principalmente, ela consegue parar de se proteger o tempo todo?
Tropes / elementos que chamam atenção
- Second chance romance (segunda chance)
- Friends-to-lovers (com passado forte)
- Cidade pequena / lago / nostalgia
- Romance sobre amadurecimento e reconciliação com o destino
Qual escolher primeiro? (atalho por “vibe”)
- Se você quer plano maluco + romance que vira abrigo: Até o fim do verão
- Se você quer nostalgia + reencontro + segunda chance: Depois daquele verão
Dica bônus de leitura rápida
Um amor problemático de verão — Ali Hazelwood
Resumo (sem spoilers pesados)
Maya Killgore tem 23 anos e ainda tenta entender o próprio rumo. Conor Harkness tem 38, é bem-sucedido e, para piorar (ou melhor), é o melhor amigo do irmão dela.
O problema é que Maya não consegue parar de pensar nele. E Conor faz questão de repetir que qualquer coisa entre eles seria uma péssima ideia, principalmente pela diferença de idade e pela sensação de desequilíbrio de poder.
Só que, quando o irmão de Maya decide se casar na Itália, ela e Conor acabam presos na mesma semana, no mesmo lugar: uma villa siciliana onde romance parece inevitável. No calor do verão e no caos do casamento, Maya começa a perceber que Conor talvez esteja escondendo mais do que admite.
A promessa do livro é clara: clichês existem… mas podem virar do avesso.
Plot (linha narrativa por etapas, com spoilers leves)
- A atração existe, mas é “proibida”
- Maya sente um desejo intenso por Conor.
- Conor, por outro lado, impõe limites e reforça que “não faz sentido”.
- A camada do conflito: poder, idade e reputação
- A relação parece “problemática” por definição: ele é mais velho, rico e influente.
- Maya, mais jovem, estudante e instável financeiramente, teme se colocar numa posição vulnerável.
- O gatilho perfeito: casamento na Itália (sem rota de fuga)
- A viagem força convivência diária.
- A villa siciliana, a praia, a comida e o clima de celebração criam intimidade e expõem emoções.
- O “não é bem o que parece”
- Maya nota contradições: Conor diz que não quer, mas age como alguém que está lutando contra algo.
- Ela começa a juntar peças e a desconfiar do que ele esconde (motivos, medos, história).
- A aposta do verão: viver agora e lidar depois
- Com os preparativos do casamento saindo do controle, Maya se permite pensar: talvez um romance de verão seja exatamente o que ela precisa.
- O conflito central vira: o que é prudência e o que é autoengano? E até onde vale se proteger?
Tropes / elementos que mais chamam atenção
- Age gap (diferença de idade)
- Best friend do irmão
- Grumpy/seriedade x sunshine/impulso (energia diferente entre os dois)
- Forced proximity (uma semana juntos, convivência inevitável)
- Romance de viagem + casamento (clima de verão + tensão social)
- “Ele diz não, mas…” (subtexto e autocontrole)
Para quem esse livro é perfeito (e para quem talvez não seja)
Vai te pegar se você gosta de:
- romance com tensão psicológica e química
- personagens que brigam contra o sentimento “por motivos racionais”
- cenários que funcionam como personagem: Itália, verão, villa, praia
Pode não ser o ideal se você evita:
- romances com diferença de idade e debate de poder
- dinâmica de “quase não acontece” (tensão longa)
Bônus extra de verão (não resisti):
Leitura de verão — Emily Henry
Resumo (sem spoilers pesados)
January Andrews escreve romances best-seller e costumava acreditar no amor — só que, ultimamente, esse “felizes para sempre” parece cada vez mais distante da realidade dela. Augustus Everett, por outro lado, é um escritor prestigiado de ficção literária e tem fama de construir histórias densas, onde as coisas raramente terminam bem.
Os dois são opostos em quase tudo. Ainda assim, por um acaso do destino (e uma fase complicada para ambos), eles passam três meses morando em casas de praia vizinhas, igualmente falidos e presos em um bloqueio criativo.
Quando uma noite leva a uma conversa sincera demais, eles firmam um acordo: trocar de estilos. Ele vai tentar escrever um livro com final feliz; ela vai tentar escrever algo “literário” e mais sombrio. Só que, para isso, eles precisam se acompanhar em “pesquisas de campo” bem fora da zona de conforto — e as regras do jogo começam a ficar perigosas quando a vida real entra em cena.
Plot (linha narrativa em etapas, com spoilers leves)
- Dois vizinhos improváveis e um verão esquisito
- January e Gus chegam à praia carregando frustrações, contas e inseguranças.
- Eles se estranham, se provocam e se observam — como dois mundos diferentes dividindo o mesmo cenário.
- O pacto criativo: trocar o que cada um sabe fazer
- Para sair do bloqueio, eles impõem um desafio com regras claras:
- Gus escreve algo com final feliz.
- January escreve algo mais “sério/literário”.
- A promessa é simples: terminar os livros e não se envolver.
- Para sair do bloqueio, eles impõem um desafio com regras claras:
- Pesquisas de campo: comédia romântica x lado escuro do humano
- January leva Gus a experiências que parecem roteiro de romcom (o tipo de situação que cria intimidade sem pedir licença).
- Gus leva January a investigações e entrevistas ligadas a uma história pesada (sobre sobreviventes de um culto), que confronta crenças e medos.
- A convivência vira espelho emocional
- Entre escrita, conversas e pequenas rotinas, os dois começam a enxergar:
- o que eles fingem controlar,
- o que eles evitam sentir,
- e como suas escolhas profissionais escondem defesas pessoais.
- Entre escrita, conversas e pequenas rotinas, os dois começam a enxergar:
- A regra mais difícil: “ninguém vai se apaixonar”
- Quanto mais eles avançam nos livros, mais a relação deixa de ser “só um acordo”.
- O conflito central vira uma pergunta incômoda: é possível mudar a própria história sem se permitir sentir?
Tropes / elementos que mais atraem leitores
- Rivals-to-lovers / implicância com química (não é ódio, é atrito inteligente)
- Writers romance (romance entre escritores + bastidores criativos)
- Forced proximity (vizinhos por um verão inteiro)
- Deal with rules (acordo com “não vamos nos apaixonar”)
- Opposites attract (romance “feliz” vs literatura “sombria”)
- Summer setting (praia, rotina de verão, recomeço)
Para quem esse livro funciona muito bem
Vai te pegar se você gosta de:
- romance com diálogos bons e provocação inteligente
- histórias com camada emocional real (não só “fofo”)
- livros sobre recomeço, crise criativa e sentido de vida
Talvez não seja o seu favorito se você prefere:
- romance 100% leve, sem temas mais densos no meio
- trama sem debate interno (aqui tem bastante autoconfronto)
Ângulos bons para conteúdo (blog/Pinterest)
Se você estiver criando posts em série, esse título rende ganchos muito clicáveis, porque junta romance + escrita + verão:
- “Romance de verão para quem ama livros sobre livros”
- “Enemies-to-lovers com vibe de praia: vale a pena?”
- “O pacto de escrita que virou paixão: histórias no estilo Emily Henry”


