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Resumo do livro – “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen

“Orgulho e Preconceito” narra a história da família Bennet e suas cinco filhas na Inglaterra rural do século XIX. A trama se concentra em Elizabeth Bennet, a segunda filha, uma jovem inteligente, espirituosa e de opiniões fortes. Quando o rico e solteiro Sr. Bingley se muda para a vizinhança, trazendo consigo seu amigo ainda mais rico e aristocrático, o Sr. Darcy, a vida da família vira de cabeça para baixo. O romance explora o tumultuado relacionamento entre Elizabeth e Darcy, que começa com um choque de personalidades: o orgulho de classe dele e o preconceito dela, formado por uma péssima primeira impressão. É uma crônica brilhante sobre como o amor pode superar as barreiras sociais e os julgamentos precipitados.

Temas Centrais

  • Orgulho e Preconceito: o tema que dá nome ao livro. O orgulho de Darcy o impede de ver o valor de Elizabeth, que não pertence à sua elevada classe social. O preconceito de Elizabeth, alimentado por mal-entendidos e mentiras, a cega para a verdadeira natureza nobre de Darcy. A jornada de ambos é sobre superar essas falhas.
  • Classe Social e Casamento: na sociedade da época, o casamento era a principal via para uma mulher garantir segurança financeira e status. O livro é uma crítica mordaz a esse “mercado de casamentos”, mostrando como as considerações financeiras e sociais muitas vezes se sobrepunham ao amor.
  • Aparência vs. Realidade: Jane Austen mostra que as primeiras impressões são quase sempre enganosas. O charmoso Sr. Wickham é, na verdade, um canalha, enquanto o arrogante Sr. Darcy é um homem honrado e generoso. A jornada de Elizabeth é aprender a enxergar além das aparências.
  • Autoconhecimento e Crescimento Pessoal: o romance defende que o amor verdadeiro só é possível através do autoconhecimento. Tanto Elizabeth quanto Darcy precisam passar por uma profunda autoavaliação e reconhecer seus próprios erros para que possam, finalmente, ficar juntos.

Resumo dos personagens principais de “Orgulho e Preconceito“

  • Elizabeth (Lizzy) Bennet: a protagonista. Inteligente, irônica e dona de uma língua afiada. Seu principal defeito é a tendência a formar julgamentos rápidos e se apegar a eles (preconceito).
  • Sr. Fitzwilliam Darcy: o herói romântico. Um aristocrata extremamente rico, mas socialmente desajeitado e visivelmente orgulhoso. Por trás de sua fachada fria, esconde-se um homem de grande integridade e lealdade.
  • Jane Bennet: A irmã mais velha e mais bela de Elizabeth. É a personificação da bondade e da doçura, sempre disposta a ver o melhor nas pessoas.
  • Sr. Charles Bingley: amigo de Darcy. Um jovem rico, amável e de bom coração, que se apaixona por Jane, mas é facilmente influenciável.
  • Sr. Wickham: um oficial do exército, charmoso e carismático, que consegue enganar Elizabeth com uma história falsa sobre as crueldades que sofreu nas mãos de Darcy. Ele é o verdadeiro vilão da história.
  • Sra. Bennet: a mãe das meninas. Uma mulher tola e superficial, cuja única obsessão na vida é casar bem as filhas.
  • Sr. Collins: o primo pomposo e bajulador que herdará a propriedade dos Bennet. Sua proposta de casamento a Elizabeth é uma das cenas mais cômicas do livro.
  • Lady Catherine de Bourgh: a tia arrogante e dominadora de Darcy. Ela é a personificação do esnobismo de classe e do orgulho aristocrático.

Resumo por partes de “Orgulho e Preconceito“

Parte 1: Primeiras Impressões e Julgamentos

A chegada de Bingley e Darcy agita a pequena comunidade. Em um baile, enquanto Bingley se encanta por Jane, Darcy se recusa a dançar com Elizabeth, declarando que ela “é tolerável, mas não bonita o suficiente para tentá-lo”. O comentário sela o preconceito de Elizabeth contra ele. Pouco depois, ela conhece o charmoso Sr. Wickham, que lhe conta uma história comovente de como foi injustiçado por Darcy, solidificando o ódio dela.

Parte 2: Propostas e Revelações

O Sr. Collins, o herdeiro da família, propõe casamento a Elizabeth, que o rejeita horrorizada. Mais tarde, para seu completo choque, o próprio Sr. Darcy faz uma proposta, mas de forma arrogante, enfatizando a inferioridade social dela. Elizabeth o recusa furiosamente, acusando-o de arruinar a felicidade de Jane (separando-a de Bingley) e de ser cruel com Wickham. No dia seguinte, Darcy lhe entrega uma carta que muda tudo: ele explica que separou o casal por acreditar que Jane era indiferente e revela a verdade sobre Wickham — um mentiroso que tentou fugir com sua irmã de 15 anos para roubar sua herança.

Parte 3: Pemberley e a Mudança de Percepção

Meses depois, durante uma viagem, Elizabeth visita Pemberley, a magnífica propriedade de Darcy, acreditando que ele não estava lá. Ela fica impressionada com o bom gosto do lugar e ouve da governanta relatos sobre a bondade e generosidade de seu patrão. Inesperadamente, Darcy chega mais cedo e os dois se encontram. Para surpresa de Elizabeth, ele está completamente mudado: é cortês, atencioso e gentil. O preconceito dela finalmente se desfaz, e ela começa a se apaixonar por ele.

Parte 4: A Crise Familiar e a Intervenção Secreta

A reaproximação é interrompida por uma notícia desastrosa: Lydia, a irmã mais nova, fugiu com Wickham, uma desonra que pode arruinar a reputação e as chances de casamento de todas as irmãs Bennet. Em segredo, Darcy parte para Londres, encontra o casal e, usando seu próprio dinheiro, força Wickham a se casar com Lydia, salvando a honra da família.

Parte 5: O Triunfo do Amor

Elizabeth descobre o papel heroico de Darcy no caso de Lydia e percebe a profundidade de seu caráter e de seu amor por ela. Após uma intervenção desastrosa de Lady Catherine (que tenta proibir Elizabeth de se casar com Darcy), Darcy se enche de esperança. Ele e Bingley retornam. Bingley pede a mão de Jane, e Darcy, agora humilde e sincero, propõe casamento a Elizabeth novamente. Desta vez, ela aceita com todo o coração.

Conclusão de “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen

O livro termina com a celebração do amor que foi conquistado através do crescimento pessoal e da superação de barreiras sociais. A conclusão não é apenas um “felizes para sempre”, mas a união de duas pessoas que se desafiaram, se transformaram e aprenderam a se amar por quem realmente são, e não pelas aparências. É a vitória do mérito individual sobre o privilégio de classe e do entendimento sobre o julgamento precipitado.

Recomendação de quem deveria ler este livro

É uma leitura obrigatória para qualquer pessoa que aprecie romances inteligentes, diálogos espirituosos e uma crítica social afiada. Fãs de histórias de amor com desenvolvimento profundo, personagens femininas fortes e tramas que exploram a complexidade das relações humanas encontrarão em “Orgulho e Preconceito” um tesouro literário.

Quando foi publicado pela primeira vez? e por quem?

O livro foi publicado pela primeira vez em 28 de janeiro de 1813, pela editora T. Egerton, Whitehall, em Londres. A autora foi creditada anonimamente como “By the Author of Sense and Sensibility” (Pela Autora de “Razão e Sensibilidade”).

Curiosidades sobre “Orgulho e Preconceito“

  • Primeiro Título: O título original do manuscrito era “First Impressions” (Primeiras Impressões), que reflete diretamente o tema central da obra.
  • Abertura Icônica: Sua frase de abertura — “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa” — é uma das mais famosas e irônicas da literatura inglesa.
  • Sucesso Imediato: O livro foi um sucesso instantâneo, e a própria Jane Austen o chamava de “meu filho querido”.
  • Adaptações Infinitas: A história provou ser incrivelmente atemporal, gerando inúmeras adaptações para o cinema, TV, teatro e até mesmo releituras modernas, como “O Diário de Bridget Jones”.

Perguntas frequentes sobre “Orgulho e Preconceito”

1. Quem representa o Orgulho e quem representa o Preconceito?

O Sr. Darcy personifica o Orgulho, por sua arrogância de classe. Elizabeth Bennet representa o Preconceito, por seu julgamento rápido e negativo sobre ele. No final, ambos mostram ter um pouco dos dois e precisam superar essas falhas para ficarem juntos.

2. Por que a Sra. Bennet é tão obcecada em casar as filhas?

Naquela época, mulheres não herdavam propriedades. A casa da família iria para o Sr. Collins. Casar as filhas com homens ricos era a única forma de garantir que elas tivessem segurança financeira e um futuro digno, evitando a pobreza.

3. Elizabeth se apaixona por Darcy apenas por sua riqueza?

Não. Ela se apaixona pela verdadeira natureza dele ao descobrir seus atos de bondade, como salvar sua família. A visita a Pemberley a faz ver um lado diferente dele, mas é seu caráter, não o dinheiro, que a conquista. O amor dela é genuíno.

4. O que Darcy fez para salvar a honra da família Bennet?

Quando Lydia foge com Wickham, causando um escândalo, Darcy os encontra em Londres. Ele paga as dívidas de Wickham e lhe oferece uma grande quantia para que ele se case com Lydia, salvando a reputação de toda a família Bennet em segredo.

5. Qual é a grande reviravolta da história?

A grande virada é a carta que Darcy entrega a Elizabeth após sua primeira proposta. Nela, ele revela a verdade sobre o caráter de Wickham e suas razões para separar Jane e Bingley. A carta força Elizabeth a questionar seu próprio preconceito e a rever todos os seus julgamentos.

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